Novo NordiskIndústria Farmacêutica
Em produção · setor MIS · planta de Montes Claros
Monitoramento SCADA
SRM
SCADA Remote Monitoring

SRM — Monitoramento SCADA em tempo real na indústria farmacêutica

Ecossistema de monitoramento em tempo real que conecta o chão de fábrica aos especialistas e ao controle de qualidade — eliminando o tempo morto entre ocorrências e ações corretivas. Instalado e em execução no setor MIS da planta de Montes Claros.

Mais rápido na liberação de lotes — o que levava horas agora é processado em minutos
Zero
Downtime do banco de dados de produção
4
Sistemas SCADA integrados em tempo real

O que o SRM resolve

Integração SCADA em tempo real

Notificações automáticas de alarmes enviadas instantaneamente às áreas responsáveis.

Data lake industrial

Repositório independente coletando dados dos sistemas Clean, Black, FMS e ALP sem sobrecarregar a produção.

Análise de impacto digitalizada

Workflow digital para avaliação de ocorrências em lotes, substituindo processos manuais.

Notificações multicanal

WhatsApp, SMS, ligação e e-mail — alertas chegam a quem precisa, na hora certa.

Contexto

Em uma planta farmacêutica de alta cadência como a da Novo Nordisk em Montes Claros (MG), o chão de fábrica nunca para de gerar informação. Sistemas SCADA monitoram continuamente equipamentos, salas limpas, utilidades e parâmetros críticos de processo. Cada desvio, cada alarme, cada evento pode ter impacto sobre a qualidade do produto — e, portanto, sobre a liberação dos lotes.

O SRM (SCADA Remote Monitoring) foi construído para o setor MIS da planta com um objetivo claro: conectar o chão de fábrica às pessoas certas, em tempo real, e eliminar o tempo morto entre uma ocorrência e a ação corretiva. Hoje, o sistema está instalado e em execução no setor MIS de Montes Claros, integrando quatro sistemas SCADA distintos em uma operação contínua.

O ponto de partida é o mesmo princípio que rege toda a indústria farmacêutica: em um ambiente onde a margem de erro é zero, não basta registrar o que aconteceu — é preciso reagir no tempo certo. Um alarme que demora a chegar a quem pode resolvê-lo é, na prática, um risco à qualidade e um atraso na liberação.

O problema

Antes do SRM, havia uma lacuna entre o momento em que algo acontecia na linha e o momento em que a pessoa responsável tomava conhecimento. Os sistemas SCADA registravam os eventos, mas a comunicação desses eventos às áreas certas dependia de processos manuais e de presença — alguém precisava estar olhando, perceber e acionar.

Isso gerava custos concretos:

  • Tempo morto entre ocorrência e ação. Entre o alarme disparar e a equipe responsável agir, transcorria um intervalo precioso. Em produção farmacêutica, esse intervalo se traduz em risco e em retrabalho.
  • Análise de impacto manual. Avaliar o efeito de uma ocorrência sobre um lote era um processo manual, dependente de planilhas e de coleta avulsa de informação — lento e difícil de auditar.
  • Liberação de lotes lenta. Sem uma visão consolidada e em tempo real dos eventos relevantes, a liberação de lotes herdava toda a lentidão das etapas anteriores. O que poderia ser uma decisão apoiada em dados virava um esforço de reconstrução do que tinha acontecido.

Em produção farmacêutica, tempo de liberação não é só eficiência: é capital parado e capacidade ociosa. Cada lote que aguarda liberação representa estoque imobilizado e uma linha que poderia estar produzindo o próximo. Quando essa espera depende de processos manuais e da reconstrução do histórico, a planta paga duas vezes — em produtividade e em risco. Acelerar a liberação com confiança, sem abrir mão do rigor, é um dos ganhos de maior impacto que a automação pode trazer a uma operação regulada.

O desafio de fundo era duplo: capturar um altíssimo volume de dados de múltiplos SCADAs e, ao mesmo tempo, levar a informação certa à pessoa certa, no momento em que ela ainda pode agir.

A arquitetura

O SRM é, na sua base, um sistema de coleta de dados — mas com duas camadas que o tornam um ecossistema de operação: um motor de fluxo de aprovação de eventos e liberação de lotes, e um mecanismo de notificação multicanal. Diferentemente do SCAT, ele nasceu como uma plataforma web distribuída, pensada para escalar e para ser acessada por diferentes perfis a partir de diferentes pontos da operação.

A arquitetura combina:

  • Coleta em tempo real dos SCADAs. O SRM se integra continuamente aos sistemas SCADA da planta, capturando eventos e alarmes assim que ocorrem. Essa coleta alimenta tanto as notificações imediatas quanto o repositório analítico.
  • Repositório industrial independente. Os dados coletados são consolidados em um repositório próprio, separado dos sistemas de produção. Essa independência é uma decisão arquitetural deliberada: o SRM coleta, armazena e analisa sem sobrecarregar nem colocar em risco os bancos de dados de produção — daí o resultado de zero downtime do banco de produção.
  • Fluxo de aprovação de eventos e liberação de lotes. Sobre os dados coletados, o sistema oferece um workflow digital para avaliar ocorrências, registrar análises de impacto e sustentar a liberação de lotes — substituindo processos manuais por um fluxo rastreável.
  • Motor de notificação multicanal. Quando um evento relevante ocorre, o SRM dispara notificações automáticas pelos canais certos — WhatsApp, SMS, ligação e e-mail — direcionadas às pessoas responsáveis por aquele tipo de incidente.

Por ser uma plataforma web distribuída, o SRM separa claramente a camada de apresentação (a interface de configuração, acompanhamento e aprovação) da camada de serviços, o que permite evoluir cada parte de forma independente e atender múltiplos usuários simultaneamente.

Tecnologias

O SRM foi construído sobre uma stack web moderna e distribuída:

  • Angular no frontend, entregando uma interface rica para configuração, acompanhamento em tempo real e o fluxo de aprovação de eventos e liberação de lotes.
  • .NET Core (C#) na camada de serviços web, sustentando a coleta, o processamento dos eventos e a orquestração das notificações.
  • Arquitetura distribuída, que separa responsabilidades e permite escalar a coleta e o atendimento de forma independente.

Do lado industrial, o SRM integra em tempo real os quatro sistemas SCADA do setor — Clean, Black, FMS e ALP — e orquestra os canais de comunicação WhatsApp, SMS, ligação e e-mail, tudo sob os princípios de GxP e a lógica de Indústria 4.0 aplicada à manufatura farmacêutica.

Desafios de engenharia

O primeiro grande desafio do SRM foi a coleta de alto volume de dados, com homogeneização e classificação adequada.

Quatro sistemas SCADA distintos significam quatro fontes com características próprias, gerando um fluxo intenso e contínuo de eventos. Capturar tudo isso em tempo real — sem perder informação e sem impactar a produção — exigiu uma arquitetura de coleta robusta e o já citado repositório independente. Mas coletar não bastava: era preciso classificar corretamente cada evento, distinguindo o ruído do que de fato importa, e homogeneizar dados de origens diferentes em um modelo coerente que sustentasse análise e decisão.

O segundo desafio foi organizar e estruturar os canais de comunicação para atingir as pessoas certas de acordo com os incidentes.

Notificar é fácil; notificar bem é difícil. Um sistema que dispara alertas para todo mundo rapidamente se torna ruído ignorado. O SRM precisou modelar a relação entre tipos de incidente e responsáveis, e orquestrar múltiplos canais (WhatsApp, SMS, ligação, e-mail) de modo que cada ocorrência alcançasse exatamente quem podia agir sobre ela, no canal mais eficaz. Foi essa estruturação que transformou a notificação de um simples disparo em uma ferramenta operacional confiável.

Por fim, todo o ecossistema operou sob a restrição de não impactar a produção — princípio que orientou a decisão de manter o repositório analítico independente e que se traduziu no resultado de zero downtime do banco de produção.

Confiabilidade e tempo real

Monitoramento em tempo real só tem valor se for confiável. Em uma operação farmacêutica, um alerta perdido ou um falso negativo não é um inconveniente — é um risco. Por isso, a engenharia do SRM girou em torno de duas garantias: capturar tudo e entregar a quem importa.

A separação entre o repositório analítico e os bancos de produção é mais do que uma medida de proteção: ela cria uma fronteira clara entre quem escreve dados de produção (os sistemas SCADA, que jamais podem ser perturbados) e quem lê e analisa (o SRM). Essa divisão de responsabilidades é o que permite consultar, classificar e cruzar grandes volumes de eventos sem nunca disputar recursos com a operação — o fundamento técnico do zero downtime.

Do lado das notificações, a confiabilidade vem da estrutura. Em vez de tratar cada alerta como um disparo isolado, o SRM modela quem deve ser avisado, por qual canal e em que circunstância. Essa configuração — mantida pela própria aplicação web — é o que garante que um incidente em um sistema chegue à equipe certa, e não se dilua em uma enxurrada de mensagens genéricas. A combinação de múltiplos canais (WhatsApp, SMS, ligação e e-mail) dá redundância: se um caminho falha, o outro alcança.

Por ser uma plataforma web distribuída, o SRM ainda absorve crescimento sem reescrita: novas fontes, novos tipos de evento e novos destinatários entram na configuração, não no código.

Resultados

O SRM está instalado e em execução no setor MIS da planta de Montes Claros, com resultados expressivos:

  • 5× mais rápido na liberação de lotes. O que levava horas passou a ser processado em minutos. Com eventos coletados, classificados e disponíveis em tempo real, a liberação deixou de depender da reconstrução manual do histórico.
  • Zero downtime do banco de dados de produção. A decisão de coletar e analisar a partir de um repositório independente garantiu que o monitoramento jamais comprometesse a operação.
  • 4 sistemas SCADA integrados em tempo real. Clean, Black, FMS e ALP passaram a alimentar uma visão única e contínua da operação.

O efeito combinado é uma operação que reage no tempo certo: o alarme chega a quem precisa, a análise de impacto é digital e rastreável, e a liberação de lotes se apoia em dados em tempo real — exatamente o que a manufatura farmacêutica de alta performance exige.

Sistemas e canais integrados
SCADA · CleanSCADA · BlackFMSALPWhatsAppSMSE-mail
Normas e conformidade
GxPIndústria 4.0Pharma Tech
A automatização foi completamente transformadora — garantindo o padrão de qualidade exigido pela Novo Nordisk.
Philippe Fernandes · Especialista · Novo Nordisk

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